Urologista reforça a importância do exame da próstata

Dr. Simei Ricardo explica que a descoberta tardia do câncer de próstata pode levar à morte, e o diagnóstico no início do tumor ainda é um desafio.

wp-content/themes/saudemais/img/banner/banner-300x600-Jan24.gif" style="width:300px;margin:1em auto;">?>

Exames realizados anualmente são de extrema importância para a saúde do homem

Passado o novembro azul, mês em que a campanha para os homens se conscientizarem da importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, o médico urologista Simei Ricardo reafirma a importância em se prevenir contra a doença, já que a descoberta tardia pode levar à morte, e o diagnóstico logo no início do tumor ainda é um desafio para a medicina.

“O câncer de próstata no início não tem sintomas, por isso é importante que se faça acompanhamento após os 45 anos anualmente. Os sintomas só vão aparecer quando a doença já está grave e o paciente sente dores no rim, dor lombar, na pelve ou quando já em metástase”, afirma.

Fatores genéticos influenciam em três ou quatro por cento no desenvolvimento da doença. Outros fatores que contribuem para a patologia são os ambientais, como o sedentarismo, o alcoolismo e o consumo de carne vermelha.

E também o fato de que na população negra o câncer de próstata é mais comum, por isso considera-se um dos fatores de risco. Porém, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens.

Exames clínicos, laboratoriais e de imagem ajudam no diagnóstico da doença, além do exame de toque, que segundo o urologista Simei Ricardo, não é mais tabu para os homens. “Os homens estão entendendo a gravidade da doença e o preconceito tem diminuído. É difícil ter paciente que não aceite fazer o exame, que é sério”, explica.

Caso os resultados dos exames derem alterados, é solicitada a biópsia da próstata. O exame pode ser repetido de duas a três vezes, dependendo da situação clínica do paciente, para a confirmação do diagnóstico.

Se confirmada a patologia, o tratamento é feito com dois profissionais em conjunto, urologista e oncologista, que inclui radioterapia, hormonioterapia, e em alguns casos, bloqueio da testosterona.

Após o tratamento e cirurgia, o paciente ainda é monitorado durante 5 anos. “Para os casos com descoberta tardia, o tratamento é paliativo, pois não tem mais cura. Existem também casos de câncer de próstata antes dos 45 anos, e geralmente são bem agressivos. Portanto, é preciso prestar atenção nos sinais de história clínica, se há casos de câncer de próstata na família, e uma análise de todos os fatores de risco”, conclui.

*Os anúncios e informes publicitários assinados são de responsabilidade de seus autores,
e não refletem necessariamente a opinião da Revista Saúde Mais.


Recomendados para você