A tão sonhada magreza pode não ser tão saudável

Estar magro nem sempre é um sinal de saúde. A nutricionista Evelyn Ramos explica, de maneira simples, a relação entre magreza e saúde. Confira!

Ser magra é o que a grande maioria das pessoas principalmente as mulheres, querem, porém estar magra, às vezes, não é sinal de saúde. Tanto a magreza quanto o sobrepeso podem causar doenças e é preciso manter o equilíbrio para se manter saudável, segundo alguns especialistas. Existem as pessoas que são magras por questão de constituição física ser geneticamente magra, os famosos “magros de ruim”, mas esse é um privilégio que poucos têm.

Segundo a nutricionista Evelyn Ramos a pessoa estar magra não significa estar saudável. Para que a mesma possa ser considerada fisicamente saudável é necessário que todas as suas taxas séricas sanguíneas estejam no padrão adequado, o que pode não ocorrer em pessoas com magreza.

“Para ser considerado magro e saudável é necessário que essa pessoa além de estar dentro do IMC (Índice de Massa Corpórea) ideal, que também esteja com seu percentual de gordura adequado para sua idade e altura. Para isso se faz necessário ter uma vida saudável e equilibrada com atividades físicas regulares e alimentação equilibrada”, comenta Evelyn.

É preciso saber as causas da magreza, e para isso um exame clínico é essencial para o correto diagnóstico e tratamento se algo estiver errado. Emagrecer de forma rápida e sem motivo aparente pode estar relacionado a alguma doença como anemia, distúrbios hormonais, como o da tireoide, anorexia e bulimia, ou uma subnutrição e por isso é necessário consultar um médico endocrinologista ou um nutricionista.

“Pessoas magras também podem desenvolver doenças metabólicas como triglicerídeos elevado, colesterol elevado, diabetes e hipertensão arterial além de anemias e baixa imunidade”, explica Evelyn.

A alimentação, o excesso de exercícios físicos ou a não absorção dos nutrientes pelo corpo são também fatores que causam perda de peso. “O emagrecimento deve ser motivo de preocupação quando ocorre de forma não intencional sem a pessoa perceber que está perdendo peso e seu IMC já está abaixo de 17. Em geral é normal emagrecer após fases de estresse. No entanto, se a perda de peso não está ligada a esses fatores e nem à dieta ou aumento da atividade física, pode ser doenças como problemas na tireóide, diabetes ou câncer “.

Algumas doenças estão relacionadas ao emagrecimento acelerado: doenças intestinais, como úlceras e doença de Crohn; doenças neurológicas, como demência e doença de Parkinson; problemas na tireóide, como hipertireoidismo; doença de Addison, que é um problema na glândula adrenal; câncer; diabetes; depressão; problemas no coração; AIDS; tuberculose; doença pulmonar obstrutiva crônica; uso excessivo de bebidas alcoólicas ou drogas.

“Para que se tenha um equilíbrio é necessário fazer atividade física regularmente, alimentação equilibrada ingerindo alimentos com mais vitaminas e minerais como frutas, verduras, legumes, carnes magras e evitar alimentos industrializados e processados, ter um sono adequado para regeneração celular e muita água de 2 a 4 litros por dia para hidratação diária”, avalia Evelyn.

“Os alimentos que ajudam a manter o equilíbrio no corpo são os alimentos integrais ricos em fibras como, arroz integral, chia, aveia, granola e etc. Deve-se evitar alimentos muito processados, ricos em açúcares e gorduras, comer mais frutas verduras e legumes diariamente e carnes magras, de preferência carnes brancas como frango e peixe. Fazendo essas mudanças, juntamente com a atividade física regular, você consegue se manter mais saudável e dentro do seu peso ideal”, finaliza.

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