Depressão infantil: Não confunda com birra

A depressão infantil é muitas vezes confundida com birra. Entenda porque os pais devem estar atentos às mudança de comportamento e humor de seus filhos.

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Especialista alerta para sintomas de depressão infantil não serem confundidos com birra

Crianças também têm depressão e é frequente confundir com malcriação, birra, pirraça e comportamentos que só querem chamar a atenção. Mas deve ser observado a intensidade desses comportamentos, persistência, frequência e mudanças de hábitos e atividades. É desafiador para a família entender que o conjunto dessas mudanças comportamentais podem ser um transtorno mental que já está instalado. muitos são os sintomas apresentados e a criança não sabe nomear o que está acontecendo com ela simplesmente sente a tristeza e apatia e queixa-se de dores físicas.

A família por ser um dos primeiros grupos sociais do indivíduo, tem grande influência na vida dele e no modo como expressa as emoções e se comporta socialmente. O apoio da família é importante porque quando a criança sofre, ela precisa ser acolhida pelos responsáveis, e ouvi-la sem fazer julgamentos morais, sem falar que é frescura, ajuda a buscar soluções para aquilo de que ela sofre.

Por isso os pais devem estar atentos a toda mudança de comportamento e humor que perdure por mais de duas semanas seguidas. Como as crianças não sabem que estão com um transtorno mental, as reclamações infantis mais frequentes são sobre dores no corpo como: estômago, na cabeça, aperto no peito, dificuldade para dormir, para alimentar-se bem, medo de ficar sozinha, e excesso ou diminuição brusca de sono.

Compreender por que isso está ocorrendo é papel da família. É importante ter uma conversa com o professor e coordenador pedagógico para averiguar se a criança sofre algum tipo de violência como o bullying por exemplo.

A criança que está passando por bullying pode desenvolver depressão, que em casos não diagnosticados adequadamente, permite que seja alojadas em sua mente, sequelas emocionais severas entre outros traumas que podem levar anos para serem superados.

Muitas vezes, há uma incompreensão sobre esse assunto. Acredita-se que a criança e os pré-adolescentes, devido o seu desenvolvimento cognitivo ainda em aprendizagem, não se envolve em atos suicidas e nem passa pelo pensamento deles tentar tal ato. A família nunca deve negligenciá-los e sempre proporcionar um momento da vida para ouvi-los e permitirem ser ouvidos pelos filhos.

Em geral, nessa etapa de transição do final da infância e início da adolescência ocorrem intensas mudanças internas e externas causando um impacto sobre a capacidade biopsicossocial.

Por isso a depressão deve ser levada a sério, para que não ocasione quadros severos e incapacite a pessoa de levar uma vida normal na sociedade.

É importante que os pais e professores incentivem seus filhos a ter diálogo dentro de casa desde criança, falando sobre assuntos que são considerados difíceis ou tabus como morte, preconceitos, transtornos mentais, suicídio, violências, sexualidade, entre outros. Assim fica mais fácil e menos impactante para resolver um problema quando este surgir dentro do próprio lar.

Nos meses que antecedem o pensamento e o ato suicida, alguns sinais podem ser identificados: abrupta diminuição do rendimento escolar, início de autolesão, desejo de vingança, isolamento de familiares e amigos, instabilidade de humor podendo ficar muito irritado ou depressivo, ou muito ansioso, choro fácil e aparentemente sem motivo para mudar de comportamento. Quando esses comportamentos foram apresentados deve-se conversar imediatamente sobre o assunto sem sentimento de culpa ou vergonha. Os pais podem procurar um psicólogo para dividir suas dúvidas e angústias e buscar compreender as evidências que ocasionaram as mudanças de comportamento e verificar se algum ambiente patogênico na vida dos filhos.

Apostar na vida e entender que ela é importante, e você tem um papel a exercer neste mundo, são recursos que contribuem na prevenção do suicídio.

O tratamento correto é o medicamentoso e o psicológico. A pessoa deve consultar-se com um médico para que este faça uma entrevista minuciosa a fim de averiguar as possíveis causas biológicas que desencadearam o transtorno e após a consulta, ele prescreverá o remédio correto.

Já o tratamento psicológico é igualmente importante, pois, não basta somente tratar da recaptação de substâncias químicas perdidas no cérebro ponto-final é importante também que tanto a pessoa quanto a família sejam orientadas para saber o que fazer com os sintomas de depressão quando aparecer este transtorno prevenindo crises mais graves. O tratamento psicológico, conhecido como psicoterapia, é realizado por um psicólogo e fará um plano de tratamento para analisar como o paciente poderá trabalhar de forma correta seus pensamentos, sentimentos e comportamentos que trazem desconforto e sofrimento.

As consultas com estes profissionais devem sempre ser mantidas, mesmo quando o paciente está se sentindo bem, pois estes profissionais farão a análise da evolução da saúde, sempre acompanhando o tratamento, analisando possíveis modificações e orientando a família.

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