Elastografia Hepática ARFI

O que é a Elastografia Hepática ARFI? Como funciona? Descubra qual o valor deste exame no diagnóstico da fibrose e cirrose hepática!

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Doença crônica avançada fibrosante do fígado: Elastografia x Biópsia

A ultrassonografia é hoje um método de diagnóstico por imagem indispensável e muitas vezes decisivo no diagnóstico de diversas enfermidades, proporcionando um tratamento mais adequado a cada caso. Há 20 anos só contávamos com a biópsia para avaliar a fibrose hepática.

Nos anos 70 surgiu a classificação Metavir dividindo a fibrose hepática em 4 graus (zero a quatro).

Recentemente, podemos contar com a elastografia, como o método mais acurado para se detectar a fibrose hepática, principalmente nas doenças virais crônicas fibrosantes, como as hepatites crônicas, entre outras, sem a necessidade do uso da biópsia.

O que é a elastografia hepática ARFI (Acoustic Radiation Force Impulse)? como funciona? qual é o seu valor no diagnóstico da fibrose/cirrose hepática?

O que significa Elastografia Hepática ARFI?

A elastografia, como já vimos, é um método de diagnóstico por imagem não invasivo utilizado para avaliar, no caso do fígado, se o mesmo é portador de fibrose e, quando presente, quantificá-la, proporcionando o acompanhamento de sua evolução, independente da causa.

há anos pesquisadores tentam encontrar um método com essas características e que possa substituir a biópsia hepática ponto-final a elastografia é este método. 

O principal entre eles. Na presença de fibrose, ela confirma e estadia este enrijecimento através de uma classificação denominada metavir, cujos valores variam de 0 a 4, onde:

  • F0/F1: significa ausência de fibrose ou fibrose mínima
  • F2: fibrose portal e periportal com raros septo
  • F3: fibrose portal e periportal com numerosos septos
  • F4: significa presença de fibrose avançada com cirrose

Sua importância

É muito importante por ser um método não invasivo, indolor de fácil execução e facilmente reprodutível no acompanhamento do processo evolutivo das doenças hepáticas crônicas, principalmente, nos casos de alterações fibrocísticas como hepatites virais crônicas e o alcoolismo, entre outras.

Dependendo do grau deste enrijecimento hepático (fibrose) também, pode ser, em alguns casos, prever, quais os pacientes que têm maior risco de evoluir para um carcinoma hepatocelular (CHC).

A principal vantagem do exame elastográfico é que este procedimento substitui a biópsia hepática que é um método invasivo com todos os seus riscos e complexidade que a envolvem, inclusive, podendo levar ao óbito.

Também devemos considerar que a biópsia biópsia hepática não é um método totalmente infalível, podendo apresentar erros em até 20% dos casos, dependendo do padrão da amostra obtida. Em alguns casos há a necessidade de repetir o procedimento.

Nas hepatites C crônicas, a elastografia é um recurso importante para:

  • Confirmar a presença e o grau da fibrose
  • Definir o início do tratamento
  • Estabelecer o esquema terapêutico
  • Avaliar a qualidade da resposta pelo paciente à terapêutica adotada
  • Auxiliar no rastreamento do carcinoma hepatocelular (CHC)

O aparelho para realização da elastografia ARFI (método que utilizamos) é composto por um equipamento de ultrassom convencional de última geração com a função elastografia acoplada. Ao realizar a elastografia, a mesma é precedida de um ultrassom do abdômen superior ou total com Doppler, exame essencial devido conter dados necessários para uma interpretação elastografica ideal.

Mencionaremos, aqui, alguns dados interessantes a serem lembrados e que podem ter alguma relação com a necessidade do auxílio da elastografia.

No fígado, como já vimos, elastografia essencialmente detecta o grau de enriquecimento (fibrose) do parênquima quantificando-o, substituindo a biópsia.

  • Existem 180 milhões de pessoas portadoras de hepatite C (3% da população mundial).
  • A hepatite C crônica é a causa mais frequente das hepatopatias difusas crônicas fibrosantes que podem evoluir para a cirrose – cerca de 60%.

Na ausência de tratamento adequado das hepatites pelo vírus C

  • 60-85% dos casos cronificam
  • 20% podem evoluir para a cirrose no período que pode demorar até 20-30 anos
  • 1 a 5% delas desenvolvem o carcinoma hepatocelular (CHC)

Nos pacientes com cirrose hepática instalada, a erradicação do vírus não exclui o risco de carcinoma hepatocelular (CHC).

Importante: em torno de 50% das fibroses hepáticas em consequência das hepatites b e crônicas podem ser reversíveis, desde que diagnosticadas e tratadas adequadamente. Para conseguir essa reversão do quadro é necessário eliminar a injúria hepática, ou seja, a inflamação não podendo também haver sinais de descompensação!

Recentemente, foi confirmada a presença de fibrose em alguns pacientes com HIV sem a coinfecção de hepatites virais.

Também, é importante saber que certos pacientes com esteatose possuem algum grau de fibrose associada. E essa fibrose pode ser detectada, facilmente pela elastografia.

Observação: Cumpre-nos salientar que o exame elastografia fico não possui a propriedade de detectar a atividade inflamatória, quando presente na doença hepática. Somente a biópsia.

Resumindo: A elastografia hepática, tanto a ARFI como a transitórias (realizada pelo Fibroscan), que são as mais conhecidas e estudadas até o momento, são métodos de diagnóstico não invasivo que proporcionam resultados com sensibilidade semelhante ao da biópsia, disponível e de fácil execução utilizados com o objetivo de substituir a biópsia hepática nos casos de doenças do fígado fibroso antes, entre estas e mais comuns as hepatites virais crônicas, esteatohepatites, alcoolismo e conforme publicações recentes, alguns casos de esteatose que, também, podem conter fibrose.

Em alguns casos, como na presença de sinais evidentes ou suspeita de cirrose, hipertensão portal ou associação de ambas, o baço também deverá ser rastreado pela elastografia.

*Os anúncios e informes publicitários assinados são de responsabilidade de seus autores,
e não refletem necessariamente a opinião da Revista Saúde Mais.


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