Vaginismo causa dores e atrapalha a relação sexual

O vaginismo é uma doença que traz diversos transtornos à mulher. Conheça o vaginismo, suas principais causas e como é o tratamento!

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Vaginismo é a contração involuntária dos músculos da vagina e do períneo ao redor da vagina. Segundo a médica ginecologista e obstetra Maria Auxiliadora Budib, a mulher não tem o controle dessa contração. “O vaginismo causa dor sim, extremo desconforto para mulher, tanto do ponto de vista psicológico quanto físico. Inúmeras vezes ela se acha errada, que tem alguma coisa ruim com ela, e se culpa, pensa que é uma musculatura que ela pode relaxar a hora que quer, e quando descobre que é involuntário e precisa passar por um tratamento, a dor passa além da dor física e passa pela dor emocional e psíquica”, explica.

Geralmente, o vaginismo acontece na entrada da adolescência, no início da vida sexual, em mulheres mais jovens. Pode acontecer mais tarde, ocasionalmente após quimioterapia, radioterapia, alterações hormonais que levam a irritação e atrofia os músculos, e na relação sexual, aquilo causa dor e entra no ciclo de evitar atividade sexual.

“Tem sintomas antes e depois. A primeira coisa que a mulher tem dificuldade é na relação sexual. E quando ela descobre que é impossível ter penetração, e não é só do pênis, de qualquer objeto, até do próprio dedo. A gente começa a fazer o tratamento que vai de sensibilizando a área e tem que ser sempre com bastante delicadeza, com processo psicoterapêutico associado a fisioterapia para relaxamento perineal de musculatura vaginal”, afirma Maria Auxiliadora Budib.

O vaginismo não tira a vontade sexual. A mulher sente desejo pelo parceiro, tem vontade de ter relação, mas ela não consegue a penetração. O tempo de tratamento é relativo, tem pacientes com respostas mais rápidas e outras levam ciclos de dois, três, quatro anos e não conseguem a introdução de absolutamente nada na vagina.

“A dessensibilização vai acontecendo com a fisioterapia, com a terapia psicológica, com o ginecologista nessa supervisão, mas é a fisioterapia especializada em mulher, que tenha foco em fisio urogenital, é que melhora essa paciente ao longo do tempo depois da psicologia ter entrado como suporte também”, garante.

Fazendo um tratamento que tenha o relaxamento da musculatura vaginal para o ato sexual, ela passa a não ter dor, ou ter dor específica, quando tem vulvovaginite, ou um processo de cândida, na maioria das vezes, uma vez curada ela conseguiu passar pela própria dificuldade.

“A doença depois de curada pode voltar, pois temos casos de recorrência, mas o vaginismo está muito ligado à mulheres que sofreram abuso sexual na infância, na adolescência, casos de castração cultural, e aí quando ela se ver de novo em um ambiente que pode levantar qualquer emoção que passa pelo passado, ela pode apresentar o quadro novamente”, relata.

“A mulher que sofre com o vaginismo não pode se esconder, ela deve procurar ajuda, porque quanto mais tempo demora, mais ela vai criando outros medos, outros ciclos psicológicos que podem piorar a qualidade de vida como um todo e a relação sexual não é só a penetração. A sexualidade passa pelo abraço, pelo beijo, pelo querer bem, por outras formas de prazer sexual e isso é fundamental”, finaliza a doutora Maria Auxiliadora Budib.

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